Dharma – a sede pelo infinito

«A palavra “dharma” refere-se à característica inata ou essencial de um objecto. Por exemplo, o dharma do fogo é queimar e o dharma da água é fluir e ser “molhada”. Tudo tem um dharma, aquela característica essencial sem a qual algo não existiria.

O dharma dos seres humanos é único, pois é duplo. Por um lado, nós partilhamos a natureza dos animais, comemos, dormimos e reproduzimos. Porém, não somos apenas animais racionais, existe uma diferença tão fundamental entre os seres humanos e o reino animal, como a que existe entre o reino animal e o reino vegetal. Nos seres humanos existe uma sede pelo infinito.

Esta sede humana é raramente satisfeita. Se uma pessoa tem 10, quer 100 e se tiver 100, quererá 1000. A obtenção de um objectivo ou meta só satisfaz alguém por um curto espaço de tempo. Depressa, a sua inquietação interna impele-o na busca de um novo objectivo.

Este desejo ilimitado apenas pode ser satisfeito pela obtenção de um objecto ilimitado. Só Deus, o ser supremo, sem forma, sem princípio e infinitamente consciente, do qual toda a criação advém, é ilimitado. Como tal, apenas a realização espiritual, a obtenção de Deus, pode satisfazer esta necessidade humana.

Esta característica humana de desejar e buscar o Grande chama-se Bhagavad Dharma (o dharma ou natureza de procurar Deus). Seguir este dharma, intencionalmente ou não, é a característica fundamental da humanidade.»

Excerto retirado do livro “Sede pelo Infinito”

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