Ser um Yogi

«Assim como cada pessoa tem uma existência na esfera física, também o tem na esfera psíquica. Na esfera física, está o corpo constituído pelos 5 elementos. No plano psíquico está a mente, e no plano espiritual, está o átmá [alma].

Uma pessoa pode desenvolver o corpo físico através de alguns exercícios [posturas de yoga, por exemplo], mas isso não a torna num yogi. O progresso na esfera física não consegue levar à união com Paramátmá [alma suprema]. Da mesma forma, uma pessoa pode esforçar-se por expandir a sua mente na esfera psíquica. Pode ou não chegar perto de Paramátmá, e até vislumbrar a possibilidade de se fundir em Paramátmá, mas mesmo assim, a mente funciona dentro de uma periferia limitada. Toda a gente opera dentro destes limites. Por esta razão, não se podem fundir  completamente em Parama Purusa [consciência cósmica]. Existe uma amarra, uma fronteira, à volta da mente. Por isso, um yogi tem que expandir a sua mente no sentido de remover essa limitação. Esta limitação são as amarras de Máyá [ilusão]. Uma pessoa pode-se tornar um yogi apenas quando estas amarras são removidas. Só então a mente humana se pode tornar una com a Mente Cósmica.

Qual é então o método para remover tais amarras? Se dissermos, “Oh Mahámáyá, por favor sai e liberta a minha mente de tua livre vontade para que eu me possa fundir em Paramátmá“, será que Mahámáyá o irá fazer assim tão facilmente? Não, Ela não fará tal coisa, porque a sua função é manter  jiiva [seres unitários] dentro da sua influência. Se uma pessoa declarar luta contra Mahámáyá, e se conseguir derrotá-la, então essa pessoa torna-se um com Paramátmá. Mas o problema é – os seres humanos são criaturas pequenas, a sua capacidade é muito limitada. Como podem os seres humanos, com a sua limitada capacidade, travar uma guerra contra Máyá, que é infinitamente poderosa? […] Bhagaván Krsna, disse: “Esta Máyá, embora tenha um poder tremendo, é a Minha Máyá. E a força de Máyá, é a Minha força.”

Não é facil travar uma batalha contra Máyá. Qual é a solução? Apenas aqueles que se refugiam em Paramátmá podem escapar às garras de Máyá. Então, a primeira e última coisa, é a entrega total.»

Shrii Shrii Anandamurti
30 Junho 1979, Patna

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